ONU lança guia para orientar jornalistas na cobertura de acidentes de trânsito

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) — lançou nesta sexta-feira (21) a versão em português de um guia para orientar jornalistas em matérias e reportagens sobre acidentes de trânsito.

Com a publicação, a agência da ONU quer que os profissionais de mídia vão além da simples cobertura noticiosa, adotando uma abordagem que veja a segurança no trânsito como um tema crucial para a saúde pública no mundo.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) — lançou nesta sexta-feira (21) a versão em português de um guia para orientar jornalistas em matérias e reportagens sobre acidentes de trânsito. Com a publicação, a agência da ONU quer que os profissionais de mídia vão além da simples cobertura noticiosa, adotando uma abordagem que veja a segurança no trânsito como um tema crucial para a saúde pública no mundo.

A publicação Cobertura de segurança no trânsito: um guia para jornalistas é fruto do trabalho conjunto de editores e repórteres de veículos de comunicação de países de baixa e média renda, onde ocorrem 93% das mortes nas vias.

O objetivo do guia é auxiliar profissionais de comunicação a compreender as várias dimensões da segurança no trânsito. A OPAS espera ajudar os jornalistas a escrever matérias mais aprofundadas sobre o assunto, identificando oportunidades de expandir e manter a cobertura desse relevante problema de saúde pública.

O conteúdo do volume é distribuído em oito capítulos, que abordam os seguintes temas:

  • Exemplos de como diferentes repórteres e veículos de comunicação têm desenvolvido matérias específicas sobre mortes no trânsito em um contexto mais amplo e significativo;
  • Dicas de editores, jornalistas e especialistas em segurança no trânsito sobre novas maneiras de cobrir o tema;
  • Recursos e ferramentas que podem agregar profundidade às matérias sobre segurança no trânsito.

A publicação traz também um livreto com ideias para reportagens que fogem da cobertura diária, considerando questões que vão além de “eventos meramente acidentais”. Entre as pautas sugeridas, estão o cumprimento das leis, a apresentação de possíveis soluções para problemas específicos, os usuários das vias públicas, a segurança no trânsito como questão de saúde pública e os serviços de atenção em saúde após os acidentes.

Cenário global

As mortes no trânsito continuam aumentando: são, ao todo, 1,35 milhão de vidas perdidas a cada ano no mundo. Entre 20 e 50 milhões de indivíduos sofrem lesões não fatais — muitas delas resultam em incapacidade e deficiências.

As lesões no trânsito são hoje as principais causas de morte de crianças e jovens entre cinco e 29 anos de idade. Em todo o mundo, os usuários mais vulneráveis das vias — pedestres, ciclistas e motociclistas — correspondem a mais da metade das vítimas fatais no trânsito.

O risco de morte no trânsito continua a ser três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de renda alta, com taxas mais altas na África (26,6 óbitos por 100 mil habitantes) e menores na Europa (9,3 por 100 mil habitantes).

Na avaliação da OPAS, lesões nas ruas e estradas podem ser evitadas. Os governos devem adotar medidas para abordar a segurança no trânsito de maneira integral. Isso requer o envolvimento de vários setores, como transporte, segurança pública, saúde e educação, bem como ações sobre segurança viária, veículos e seus usuários.

A OPAS propõe uma série de intervenções eficazes para reduzir as mortes e lesões em situações de transporte e deslocamento:

  • Desenhar uma infraestrutura mais segura e incorporar elementos de segurança viária na planificação do uso de solo e de transportes;
  • Melhorar os dispositivos de segurança dos veículos e a atenção às vítimas de acidentes de trânsito;
  • Estabelecer e aplicar normas relacionadas aos principais riscos;
  • Aumentar a conscientização pública sobre o tema.

Fonte: ONU

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