Pandemia acelera demissões e pejotização de jornalistas no Brasil

Pesquisa mostra que 31,2% dos profissionais já trabalham como prestadores de serviços e 7,1% estão desempregados

 

O número de jornalistas prestadores de serviços ou freelancers (31,2%), denominados de PJs (Pessoas Jurídicas) já praticamente iguala ao montante de profissionais da imprensa registrados em carteira (36,5%). Os repórteres e editores desempregados somam 7,1%. Os dados são de pesquisa conjunta entre a agência Apex e o Grupo Comunique-se, com 266 jornalistas em todo o País

Pesquisa da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revela que a pandemia de Covid-19 provavelmente acelera ainda mais o crescente processo de pejotização na mídia informativa brasileira. Segundo o sindicato, nada menos do que 25% das redações brasileiras tiveram reduções de salário e 30% sofreram demissões em razão da pandemia.

“Os dados por sí só mostram a necessidade de os jornalistas encontrarem alternativas de renda e de trabalho”, explica Luiz Chinan, professor do MBA de Gestão da Comunicação da Aberje/Eseg e criador da iniciativa Berkeley Institute no Brasil. “O lado bom é que a quarentena também acelerou o processo de digitalização da sociedade”, complementa.

Para enfrentar essa situação, o Clube de Imprensa e o Berkeley Institute criaram o projeto “Jornalista Plano B”. O objetivo é oferecer um conjunto de recursos para que repórteres e editores possam encontrar oportunidades de carreira e renda com seus próprios conteúdos no ambiente digital.

 

Sobre o Clube de Imprensa
O Clube de Imprensa e Influenciadores Digitais é uma iniciativa promovida pela RETOHC Brand Journalism com o objetivo de auxiliar o trabalho e a formação de jornalistas e blogueiros no Brasil. Com esse objetivo, conta com um Banco de Fontes para a imprensa, um Data Room para consulta jornalística e uma série de cursos para a capacitação profissional de repórteres e editores.

 

Fonte: Parana

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