Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos indicado para Prêmio Nobel da Paz 2021

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), organização de jornalismo sem fins lucrativos,  sediada em Washington DC, foi indicado para o Prémio Nobel da Paz de 2021.

O ICIJ foi indicado ao Prémio Nobel da Paz por combater os fluxos de “dark money”. A indicação é compartilhada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e pela Aliança Global pela Justiça Tributária (GATJ – Global Alliance for Tax Justice).

Para além do ICIJ e a Aliança Global para Justiça Tributária, também estão entre os indicados o Comitê para a Proteção de Jornalistas, o dissidente Russo Alexei Navalny e a ativista climática Greta Thunberg.

No processo da nomeação, três legisladores noruegueses nomearam o ICIJ e a Aliança Global para Justiça Tributária para um Nobel da Paz.

“O excelente trabalho do ICIJ para expôr os fluxos ilícitos e a gigantesca conquista do GATJ em criar pressão nacional e internacional por responsabilidade e tributação justa – merece atenção, reconhecimento e apoio”, lê-se na carta de nomeação.

A ICIJ, com sede em Washington, D.C., é uma redação sem fins lucrativos que trabalha em estreita colaboração com parceiros da mídia global para reportar casos de corrupção e outros abusos de poder.

A nomeação reconhece quase uma década de investigações do ICIJ que revelaram abusos generalizados de paraísos fiscais por oligarcas, elites políticas e grupos criminosos, e o papel que os bancos globais e outras instituições ocidentais desempenham na lavagem de dinheiro e evasão de impostos.

A Tax Justice Network foi formalmente criada em 2003 e começou a construir uma rede global de especialistas e organizações da sociedade civil.

A Aliança Global pela Justiça Tributária foi criada a partir da Rede de Justiça Tributária em 2013 como o órgão guarda-chuva das organizações de mobilização em massa que trabalham com justiça tributária em todo o mundo.

As duas organizações continuam a colaborar estreitamente, incluindo no relatório anual do Estado da Justiça Fiscal, que em Novembro passado revelou que o mundo está perdendo mais de 427 bilhões em impostos para paraísos fiscais todos os anos – o equivalente ao salário anual de uma enfermeira perdido a cada segundo.

Fonte: Lusa/Nacao